segunda-feira, maio 14, 2012
fadas de Pano
As fadas de pano,
tem nos lábios a alegria
de um mundo imaginário.
No espaço, no tempo,
guardam memórias
e estéticas coladas
na linha da vida.
Giram, esperneiam,
movimentam as horas
dos relógios antigos.
Multiplicam-se nas cores
dos vestidos de tule,
navegam os mares
onde nascem os dias.
Ensaiam passos e cantigas
nos porões mofados do tempo.
São fiéis aos olhos
que guardam poemas.
Atravessam os dias,
os ventos soprados
na boca das almas,
nas águas dos rios,
na alvura das redes
onde pescam amores.
sábado, março 03, 2012
Ensaio um Poema
Ensaio um poema
onde as águas de março
levam longe a poeira
das ruas.
Os versos não guardam
o ódio dos homens.
Com fitas azuis,
belas mulheres
bordam o mar.
Carrega o vento,
as cores do chão.
Traçam promessas
feitas em vão.
Falam as roupas
num tempo de missas
rezadas no muro.
Pessoas apressadas
assobiam no escuro.
Lambem as pernas,
pedras lavradas,
ossos molhados
e duros.
Ensaio um poema
de óculos escuros.
Cortadas na chuva,
renascem as árvores
num solo impuro.
onde as águas de março
levam longe a poeira
das ruas.
Os versos não guardam
o ódio dos homens.
Com fitas azuis,
belas mulheres
bordam o mar.
Carrega o vento,
as cores do chão.
Traçam promessas
feitas em vão.
Falam as roupas
num tempo de missas
rezadas no muro.
Pessoas apressadas
assobiam no escuro.
Lambem as pernas,
pedras lavradas,
ossos molhados
e duros.
Ensaio um poema
de óculos escuros.
Cortadas na chuva,
renascem as árvores
num solo impuro.
sexta-feira, maio 06, 2011
Abril 30°
Abril 30º
.~.
Poemas bordam os céus,
Flores adornam vestidos.
No asfalto, nuvens deslizam;
agasalham os corpos expostos nas ruas,
misturam-se à poeira grudada nas janelas.
O tempo, senhor absoluto,
transborda lembranças
nas horas de amar.
Ventos levam pecados
escritos atrás dos muros,
almas perdidas acordam
na cidade vazia.
Poetas soltam azuis,
escrevem/descrevem
as formas das pedras
que ouvem as súplicas
carregadas de medo.
Soam as palavras.
Alucinadas,estalam
entre os lábios.
Desvairado, abril passa,
Colhe nas sombras das casas,
canções guardadas
numa tarde 30°.
.~.
Poemas bordam os céus,
Flores adornam vestidos.
No asfalto, nuvens deslizam;
agasalham os corpos expostos nas ruas,
misturam-se à poeira grudada nas janelas.
O tempo, senhor absoluto,
transborda lembranças
nas horas de amar.
Ventos levam pecados
escritos atrás dos muros,
almas perdidas acordam
na cidade vazia.
Poetas soltam azuis,
escrevem/descrevem
as formas das pedras
que ouvem as súplicas
carregadas de medo.
Soam as palavras.
Alucinadas,estalam
entre os lábios.
Desvairado, abril passa,
Colhe nas sombras das casas,
canções guardadas
numa tarde 30°.
segunda-feira, março 21, 2011
Os dedos
Cortaram
os dedos
de Deus.
Sopraram
a poeira
num poema
de espuma
sol
to no ar.
Lamberam
os dedos
moídos
no ar.
Ressuscitados
voltam os poetas
náufragos do mar.
os dedos
de Deus.
Sopraram
a poeira
num poema
de espuma
sol
to no ar.
Lamberam
os dedos
moídos
no ar.
Ressuscitados
voltam os poetas
náufragos do mar.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Indagações
Seria ridículo se Jesus Cristo
usasse gravata e sapatos da Gucci.
Quantos homens oram em ternos bem cortados?
Quantos homens oram em sandálias de pano?
Quantas mulheres guardam nas bolsa
raros terços de pérolas raras?
Quantos homens oram mergulhados nos olhos de Nossa Senhora?
Quantas mulheres lavam as sujeiras dos pés dos mestres?
Quantos gays aplaudem as formas perfeitas do corpo de São Sebastião?
Ó, Senhor! Ensina-nos a viver astuas palavras e a vivenciar boas ações.
usasse gravata e sapatos da Gucci.
Quantos homens oram em ternos bem cortados?
Quantos homens oram em sandálias de pano?
Quantas mulheres guardam nas bolsa
raros terços de pérolas raras?
Quantos homens oram mergulhados nos olhos de Nossa Senhora?
Quantas mulheres lavam as sujeiras dos pés dos mestres?
Quantos gays aplaudem as formas perfeitas do corpo de São Sebastião?
Ó, Senhor! Ensina-nos a viver astuas palavras e a vivenciar boas ações.
sábado, setembro 18, 2010
Nau Azul
A nau azul navega
no azul dos olhos.
Contemplo o horizonte,
ouço a despedida do sol.
Saudosas, velhas senhoras,
vestem as cores lusitanas.
A melancolia dos fados,
espalha-se no ar das caravelas.
Meus braços deslizam no mar,
embriago-me, cortando as nuvens.
no azul dos olhos.
Contemplo o horizonte,
ouço a despedida do sol.
Saudosas, velhas senhoras,
vestem as cores lusitanas.
A melancolia dos fados,
espalha-se no ar das caravelas.
Meus braços deslizam no mar,
embriago-me, cortando as nuvens.
quinta-feira, setembro 09, 2010
O Adeus
afoguei-me em prantos.
Dúvidas e esquecimentos
espalhei no ar impuro.
Caminhando em círculos,
faço fogueiras com vestidos
esquecidos no varal.
Lágrimas apagam desejos,
cegam meus olhos.
O doido amor se foi.
Cheio de si, nada sabe de mim:
minh'alma, longe acorda na escuridão,
e se perde na ausência dos céus.
Dúvidas e esquecimentos
espalhei no ar impuro.
Caminhando em círculos,
faço fogueiras com vestidos
esquecidos no varal.
Lágrimas apagam desejos,
cegam meus olhos.
O doido amor se foi.
Cheio de si, nada sabe de mim:
minh'alma, longe acorda na escuridão,
e se perde na ausência dos céus.
sábado, maio 08, 2010
Quando o nome raiar
me viro
no leito
no ar
as horas
alongam
os olhos.
pescam
piscam
almas
um rio
largo
caminho
aberto
no ar
move
liga
fios
ao nada.
Eu choro
um poema
num dia
quando
meu nome
raiar.
no leito
no ar
as horas
alongam
os olhos.
pescam
piscam
almas
um rio
largo
caminho
aberto
no ar
move
liga
fios
ao nada.
Eu choro
um poema
num dia
quando
meu nome
raiar.
terça-feira, abril 27, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
sábado, abril 10, 2010
O menino da minha rua usava longos cabelos dourados. No quarto contemplava a luz de velas e ouvia os compositores da renascença.De olhos fechados, estava conscciente de não pertencer a esse mundo.
Ao receber visitas, abria intervalos nas conversas,para citavar o nome dos astros e planetas,temas estes tão familiares.Conhecia as palavras dos profetas e filósofos de um tempo distante. Ao voltar das viagens astrais, mostrava-se cálido e iluminado. A eternidade estava nos olhos.
Ao receber visitas, abria intervalos nas conversas,para citavar o nome dos astros e planetas,temas estes tão familiares.Conhecia as palavras dos profetas e filósofos de um tempo distante. Ao voltar das viagens astrais, mostrava-se cálido e iluminado. A eternidade estava nos olhos.
terça-feira, abril 06, 2010
Desvio (concreto)
Não gos
to
des
se des
vio.
Dessa árvore nas
c
u
r
v
a
s
desse rio.
Olhos
são faróis
iluminam
um sonho
um navio
palavras
molhadas
na mar gem
dum rio.
to
des
se des
vio.
Dessa árvore nas
c
u
r
v
a
s
desse rio.
Olhos
são faróis
iluminam
um sonho
um navio
palavras
molhadas
na mar gem
dum rio.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Confetes

Vago no tempo,
espero flores e abraços.
Fecho portas e janelas,
Abro gavetas
onde guardo as cartas
de amores embriagados.
Leio, releio.
Choro tanto!
Vou ao espelho,
seco meus olhos,
murmuro palavras
cortando as sílabas.
Gargalho, danço,
ouço tambores.
Deuses meninos
cantam alegrias
e dores da África.
Meus lábios sopram
poemas nos muros,
e no vazio da sala.
No corpo deitado,
suores,saudades,
confetes mofados.
sábado, janeiro 30, 2010
Gentilezas (Para Ana Cristina Cezar)

Para Ana,
ondas no aquário,
o mar, os peixes,
o mundo dourado.
Para Cristina,
árvores, laços, sedas,
vestidos bordados.
Em cores,
anos gelados.
Em cena:
fotografias,
poemas,retalhos.
No calor das manhãs,
porcelanas imperiais,
musse de manga,
colheres de prata.
Para Cezar,
flores, cristais,
olhos acesos
no azul da sala.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
sábado, outubro 17, 2009
Isso dá samba
Amanhã é talvez.
Quem sabe
daqui a pouco
a gente se vê?
Antes da ceia,
Tomamos um drink.
Debaixo de luares
tatearemos muros,
pedras e nuvens.
E vamos nós,
lá e cá,
numa batucada
sobre a mesa.
Quem sabe
daqui a pouco
a gente se vê?
Antes da ceia,
Tomamos um drink.
Debaixo de luares
tatearemos muros,
pedras e nuvens.
E vamos nós,
lá e cá,
numa batucada
sobre a mesa.
quinta-feira, outubro 08, 2009
A Louca ( Fragmento de um conto).
A Louca ( Fragmento de um conto).
Ouço estampidos na próxima esquina, depois da minha casa de cristal e jardins sintéticos.
- 38? 45?
Os olhos secos, mergulham a noite úmida. O eco das ruas me dispersa nos corredores dos castelos onde habitei.
Eu não sei o calibre das armas nas mãos dos homens.
Sei apenas amá-los e desarmá-los com a alma cheia de lembranças de um tempo onde colhia as flores, sem medo das tempestades.
Ouço estampidos na próxima esquina, depois da minha casa de cristal e jardins sintéticos.
- 38? 45?
Os olhos secos, mergulham a noite úmida. O eco das ruas me dispersa nos corredores dos castelos onde habitei.
Eu não sei o calibre das armas nas mãos dos homens.
Sei apenas amá-los e desarmá-los com a alma cheia de lembranças de um tempo onde colhia as flores, sem medo das tempestades.
sábado, setembro 12, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
Intervenção num poema de Olga
Sou uma estranha
um misto de cores
nessas horas frias.
Uma mescla rara,
Um fator que fala
e por si só
esgotam poderes.
Em pedaços,
fragmentada,
sou fios abstratos
tecendo poemas
em nuvens.
um misto de cores
nessas horas frias.
Uma mescla rara,
Um fator que fala
e por si só
esgotam poderes.
Em pedaços,
fragmentada,
sou fios abstratos
tecendo poemas
em nuvens.
domingo, agosto 23, 2009
Quero
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